Durante o cumprimento de mandado em um endereço relacionado ao destinatário, os policiais apreenderam cigarros eletrônicos, um celular e uma máquina de cartão de crédito. O material será encaminhado para perícia e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações.
No Brasil, a fabricação, importação, venda, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de cigarros eletrônicos são proibidos pela Anvisa. A restrição foi mantida pela agência em 2024.
Quais são os riscos do cigarro eletrônico?
Apesar de muitas vezes ser apresentado como uma alternativa ao cigarro convencional, o cigarro eletrônico não é considerado seguro. Os dispositivos podem liberar nicotina e outras substâncias tóxicas, incluindo formaldeído, acroleína, compostos orgânicos voláteis e metais pesados. Essas substâncias podem atingir profundamente os pulmões.
Entre os problemas associados ao uso estão dependência de nicotina, doenças respiratórias e cardiovasculares e lesões pulmonares, incluindo a chamada EVALI, uma doença pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos e produtos de vaporização.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) também aponta que o uso de cigarros eletrônicos está associado à maior probabilidade de iniciação ao cigarro convencional entre pessoas que nunca fumaram.
Além dos riscos à saúde, a comercialização dos dispositivos permanece proibida no país. Em junho deste ano, uma operação nacional da Anvisa e da Receita Federal apreendeu mais de 25 mil cigarros eletrônicos em ações contra o comércio desses produtos.
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