Arão marca duas vezes em passes de Arrascaeta, mas equipe cai de produção no segundo tempo
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2022/b/l/p3CfYlQKOVA4uwZ3usww/52073646989-e23a5f8a96-c.jpg)
O Flamengo recorreu às suas origens para tentar reagir a um momento complicado, mas mesmo com uma formação mais tradicional adotada por Paulo Sousa, cedeu o empate ao Ceará no fim: 2 a 2, neste sábado, pelo Brasileiro. O resultado e a atuação ainda não deixam o treinador livre de pressão, após semana de cobranças intensas também sobre a diretoria do clube.
Sem os três pontos no Castelão, o Flamengo perdeu a chance de subir na tabela da competição. Se manteve próximo da zona de rebaixamento e ocupa a mesma 14° posição na tabela, com seis pontos ganhos. Ainda que tenha iniciado o jogo de uma forma mais contundente, o time rubro-negro demonstrou novamente certa irregularidade, sobretudo na defesa, e despencou sua produtividade.
Arrascaeta foi o garçom nos dois gols de cabeça de Arão e sobrou entre o quarteto, que teve Gabi, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro em tarde apagada. Por outro lado, a zaga formada por Pablo e David Luiz demonstrou lentidão, e não teve proteção adequada dos laterais Isla e Ayrton Lucas, e dos volantes. Assim, Mendoza diminuiu no primeiro tempo, e Nino, de falta, igualou no final. Para piorar, o zagueiro Rodrigo Caio sentiu nova lesão no tornozelo e ficou os minutos finais no sacrifício.
Após o empate no Brasileiro, o Flamengo volta atenção para a Libertadores. Na terça-feira, enfrenta a Universidad Católica no Maracanã. Depois, tem o Goiás pela frente no fim de semana.
A atuação do Flamengo foi de altos e baixos. O time começou com a marcação alta, intensidade na troca de passes, e abafou o Ceará. Logo aos 7 minutos, Arrascaeta cobrou escanteio, e Arão apareceu na primeira trave para desviar, com categoria. O ímpeto ofensivo se manteve por alguns minutos, e parecia que o Flamengo viveria uma das tardes que fazem a torcida lembrar de 2019. O time se armou no 442 com o quarteto ofensivo em sua tradicional troca de posições.
Depois de abrir o placar, recuou um pouco para cadenciar o jogo e tentar aproveitar bolas longas. Só que foi o Ceará que tomou as rédeas da partida e reagiu. Após falta de Isla, o time da casa cobrou rápido e pegou a defesa desarrumada. Mendonza não foi alcançado por Pablo e tocou na saída de Hugo, que já havia evitado o empate pouco antes em chute de fora da área.
O Flamengo tentou se organizar novamente, mas teve dificuldade em conter os rápidos atacantes do adversário. Quando tocava a bola mais lentamente para tentar diminuir o ritmo do jogo, a defesa acabava trocando passes perigosos, sobretudo Ayrton Lucas. Quando o Ceará parecia melhor, nova jogada em bola parada resolveu para o Flamengo. De novo Arrascaeta para Arão desviar.
No segundo tempo, Paulo Sousa optou por tirar Ayrton e lançar Matheuzinho na lateral esquerda. O Flamengo conseguiu se organizar e trocar melhor os passes no ataque. Arrascaeta criou nova jogada que terminou com cabeçada de Pablo no travessão. Aos 15 minutos, Rodrigo Caio entrou no lugar de David Luiz, e a formação se manteve intacta. Mas o técnico acabou por tirar Isla e lançar o jovem Marcos Paulo, e adotar as posições de origem dos laterais.
O controle do jogo deu lugar a um Flamengo mais recuado a partir da segunda metade da etapa final. O Ceará fez alterações ofensivas e Paulo Sousa respondeu com Lázaro no lugar de Bruno Henrique, após o atacante sentir dores na coxa. Em seguida, Andreas substituiu Éverton Ribeiro. Ao renovar o gás, o Flamengo perdeu o conjunto, e apostou em uma bola. Já o Ceará foi com tudo para cima, mas parou em Hugo, que fez linda defesa em cabeçada de Iuri. Matheuzinho afastou o perigo no rebote. O Flamengo não conseguiu ficar com a bola, errou muitos passes, e jogou para não levar o empate. Não conseguiu. Nino, em falta pela esquerda, encobriu Hugo, que errou o tempo de bola após fazer boas defesas.
Fonte: O Globo

0 Comentários