Subscribe Us

Ales aprova emendas impositivas de R$ 14,5 milhões por deputado

Ales aprovou nesta terça-feira (13) regra que torna obrigatória a execução das indicações parlamentares no orçamento estadual

Sessão aprovou emenda à Constituição nesta terça. Foto: Yasmin Lourenço/Ales

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovou nesta terça-feira (13) uma proposta que eleva de R$ 3 milhões para R$ 14,5 milhões o valor das emendas destinadas a cada deputado estadual. A medida torna as emendas impositivas e obriga a destinação pelos deputados.

A proposta de emenda à Constituição estadual prevê que as emendas impositivas passem a corresponder a 1,55% do orçamento. Com base na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, o impacto previsto é de R$ 435,31 milhões.

As emendas impositivas são indicações feitas pelos parlamentares para destinar verbas do orçamento estadual. A norma torna obrigatório o uso das indicações parlamentares.

O presidente da Assembleia, Marcelo Santos (União), apresentou a proposta, aprovada em dois turnos. No primeiro, o texto recebeu 22 votos favoráveis, três contrários e uma abstenção.

Já no segundo turno, foram 22 votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção. A base governista aprovou a proposta de forma ampla.

Em nota, a Assembleia informou que a medida se adequa a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecida pelo ministro Flávio Dino. Segundo a Ales, a proposta de emenda se adequa às diretrizes nacionais sobre emendas parlamentares.

PEC já pode ser promulgada

Por se tratar de uma PEC não é necessária a sanção do governador Ricardo Ferraço, podendo ser promulgada por Marcelo Santos já nesta quarta-feira (14).

O orçamento anual do Espírito Santo prevê recursos que podem ser destinados pelos 30 deputados estaduais por meio de emendas parlamentares apresentadas durante a tramitação da proposta orçamentária. No orçamento de 2026, cada parlamentar teve direito a indicar a aplicação de até R$ 3 milhões.

Entretanto, essas emendas não têm execução obrigatória. Cabe ao Poder Executivo decidir se libera ou não os recursos previstos pelos deputados.


Fonte: Folha Vitória 

Postar um comentário

0 Comentários

x

Locutores profissionais para seu anúncios

Clique aqui e conheça