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Operação contra furto de energia resulta em quatro prisões em Cachoeiro e Fundão

Operações conjuntas realizadas pela Polícia Civil e pela EDP resultaram na identificação de fraudes no sistema de medição de energia elétrica nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim e Fundão. As inspeções técnicas e policiais culminaram na condução de quatro pessoas em flagrante para as delegacias regionais por consumo irregular de eletricidade.

Em Cachoeiro de Itapemirim, a fiscalização concentrou-se na zona rural de Monte Líbano, em um restaurante que também sediava eventos sertanejos e cavalgadas. No estabelecimento, técnicos da distribuidora constataram uma ligação direta voltada ao abastecimento da área de festas, além de adulteração no relógio medidor. A fraude foi desfeita, o fornecimento foi interrompido e o proprietário do local foi detido e encaminhado à Delegacia Regional do município.

Já em Fundão, no bairro Praia Grande, a vistoria foi motivada por denúncias anônimas. No endereço fiscalizado, as equipes encontraram uma ligação clandestina interligada que abastecia simultaneamente três imóveis: uma distribuidora de bebidas, uma oficina mecânica e uma residência. A perícia técnica confirmou o funcionamento do desvio no momento da abordagem. Três pessoas foram detidas e levadas à Delegacia Regional de Aracruz. A operação recebeu o suporte do Departamento de Investigações Criminais (Deic) de Vitória e de peritos do Instituto de Criminalística.

Endurecimento de penas na legislação

As prisões ocorrem sob o reflexo da nova legislação federal (Lei nº 15.397/2026), em vigor desde 30 de abril, que ampliou a punição para o crime de furto de energia. A pena de reclusão foi elevada para o patamar de um a seis anos. O novo teto impede que delegados concedam fiança na delegacia durante o flagrante, obrigando os autuados a aguardarem a audiência de custódia perante o Poder Judiciário.

Além do processo criminal, a EDP informou que os responsáveis responderão administrativamente junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o ressarcimento dos valores retroativos correspondentes à energia consumida e não faturada, somados aos custos operacionais de regularização. A concessionária alertou que ligações clandestinas geram sobrecarga na rede, provocando oscilações no abastecimento vizinho, curtos-circuitos e riscos de incêndio.


Fonte: diaadiaes.com.br

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