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Fluminense arranca vitória sobre o Athletico só no fim, mesmo com um a mais

O Fluminense sofreu, mas venceu o Athletico por 3 a 2, de virada, no Maracanã, e colou no topo do Brasileirão.

Os gols tricolores foram de Hércules, Canobbio e Guilherme Arana. Stiven Mendoza abriu o placar para o time paranaense e, no segundo tempo, Luiz Gustavo chegou a empatar. Mas o esforço tricolor foi premiado.

O time de Zubeldía teve a vida facilitada pela expulsão de Zapelli, aos 27 minutos do primeiro tempo.

Com o resultado, o Flu chegou aos mesmos 13 pontos do líder São Paulo, que ainda encara o Red Bull Bragantino na rodada.

Se a combinação de resultados for favorável, o tricolor pode terminar o fim de semana em segundo. Mas o G4 está assegurado.

A derrota mantém o Athletico no meio da tabela, com sete pontos.

Na próxima rodada, o Fluminense tem o clássico contra o Vasco, quarta-feira, no Maracanã, às 21h30. Já o Athletico recebe o Cruzeiro, no mesmo dia, às 19h30.

O susto e as vaias

O Fluminense saiu atrás logo cedo. Uma jogada mal cortada por Freytes chegou a Mendoza na área. O rapidinho atacante do Furacão conseguiu chutar sem ser pressionado por Samuel Xavier e abriu o placar logo aos quatro minutos.

A torcida tratou Freytes como responsável. E de imediato já começou a vaiar em todas as vezes que ele pegou na bola. Um enredo já conhecido no Maracanã.

Mas como a reação do Flu no placar foi rápida, e o argentino fez alguns desarmes importantes, o ambiente virou — apoio a Freytes.

O empate tricolor saiu já aos 8 minutos do primeiro tempo, com Hércules. A jogada nasceu de uma trapalhada do goleiro Santos, que chutou mascado na hora de afastar da área. A bola ficou viva, voltou para o Flu, que aproveitou a defesa toda desarrumada do Athletico.

Expulsão e virada

Zapelli complicou as coisas para o Athletico em uma jogada boba. Depois de uma dividida, deixou a perna e atingiu Samuel Xavier na coxa. O VAR chamou, e o meia foi expulso, aos 27 minutos do primeiro tempo.

A dor de cabeça para o Athletico aumentou com a substituição forçada do zagueiro Terán, machucado.

O Fluminense já estava melhor no jogo antes mesmo de ficar em vantagem numérica. Assim, o caminho ficou mais simples para o gol da virada, com Cannobio, acertando um bonito chute na área, aos 37 da etapa inicial.

Em um momento de maior controle tricolor, Santos se redimiu da primeira trapalhada e fez pelo menos duas defesas salvadoras. Lucho Acosta, por exemplo, faria um bonito gol se não fosse o goleiro.

A emoção tardia

O Fluminense parecia ter encaminhado a vitória bem cedo, mas não ampliou o placar e deixou o jogo vivo. A falta de efetividade trouxe dor de cabeça.

Já no segundo tempo, Freytes voltou a aparecer, mas por uma cena forte: ele cabeceou o cotovelo de Benavídez, e o sangue desceu. O zagueiro continuou no jogo de touca.

Em dificuldades para trocar passes e ficar com a posse, o Athletico se deu bem em um lance de bola parada. Luiz Gustavo apareceu com liberdade e empatou, aos 29 minutos do segundo tempo.

O lance teve discussão. Inicialmente, a arbitragem apontou impedimento de Viveros, mas a checagem no VAR apontou que ele não interferiu na jogada, apesar de estar adiantado. Gol validado.

O Flu passou então a buscar o gol a qualquer custo. A esperança aumentou até pelos dez minutos de acréscimo — o atendimento a Freytes e a checagem do gol de empate justificaram isso.

E deu tempo. Uma jogada envolvendo Lucho e Ganso na área resultou em um belo chute de Guilherme Arana, já aos 48 minutos do segundo tempo. Foi o herói no Maracanã.

Ficha técnica

Fluminense 3 x 2 Athletico

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 15/3/2026, às 16h
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (Fifa-SP)
Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (Fifa-CE) e Leone Carvalho Rocha (GO)
Cartões amarelos: Savarino, Guilherme Arana (FLU); Luiz Gustavo, Viveros (CAP)
Cartão vermelho: Zapelli, aos 27'/1ºT (CAP)
Gols: Mendoza, 4'/1ºT (0-1); Hércules, 8'/1ºT (1-1); Canobbio, 36'/1ºT (2-1); Luiz Gustavo, 31'/2ºT (2-2); Guilherme Arana, 48'/2ºT (3-2)

Fluminense: Fábio, Samuel Xavier (Jemmes), Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Martinelli, Hércules e Lucho Acosta; Savarino (Soteldo), Canobbio (Serna) e John Kennedy (Rodrigo Castillo). Técnico: Luís Zubeldía

Athletico: Santos, Benavídez, Terán (Aguirre), Arthur Dias e Esquivel; Luiz Gustavo (Felipinho), Portilla (Léo Dérik) e Zapelli; Mendoza, Julimar (Jadson) e Viveros. Técnico: Odair Hellmann


Fonte: Uol

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