Supermercados fechados aos domingos no ES a partir de março: veja o que muda no funcionamento do comércio
Mudança no comércio capixaba: supermercados fecham aos domingos a partir de 1º de março; Novas regras incluem atacarejos e lojas de construção; shoppings, padarias e açougues seguem com abertura liberada.
A partir do próximo domingo, 1º de março de 2026, os consumidores capixabas deverão ficar atentos às mudanças no funcionamento do comércio. Um acordo firmado entre a Federação do Comércio do Espírito Santo e o Sindicato dos Comerciários determina que supermercados, atacarejos e lojas de materiais de construção não poderão mais funcionar aos domingos.
O último domingo com esses estabelecimentos de portas abertas em todo o Estado foi 22 de fevereiro. A restrição é fruto da Convenção Coletiva de Trabalho 2025–2027, assinada em novembro do ano passado.
O que muda e as exceções
A nova regra impede o uso de mão de obra de funcionários aos domingos, afetando diretamente grandes redes e estabelecimentos com empregados registrados. Confira:
Não abrem aos domingos:
Supermercados
Mercearias e minimercados
Atacarejos
Hortifrutis
Lojas de materiais de construção
Mercados em shoppings:
Mesmo instalados dentro de centros comerciais, os supermercados deverão permanecer fechados.
Podem funcionar:
Shoppings (lojas em geral)
Açougues
Padarias
Farmácias
Comércio de rua
Atendimento familiar e automatizado:
Pequenas vendas e mercearias mantidas apenas por sócios, proprietários ou familiares (sem funcionários registrados) podem abrir normalmente. Mercados com operação 100% automatizada e sem funcionários internos também estão liberados.
Feriados e validade
A convenção coletiva permite a abertura dos supermercados em feriados, com exceção do Ano Novo, Natal e Dia do Trabalho.
As regras de fechamento aos domingos têm validade até 31 de outubro de 2026. Após esse período, a medida poderá ser revista nas negociações do próximo ciclo, a partir de 1º de novembro.
Motivação e benefícios à categoria
Segundo a Associação Capixaba de Supermercados, a principal motivação para o fechamento foi a dificuldade de contratação de mão de obra para atuar aos domingos. Em setembro de 2025, o setor relatava déficit de cerca de 6 mil vagas sem preenchimento.
Além da mudança na jornada, o acordo coletivo garantiu aos trabalhadores:
Reajuste salarial: aumento de 7%, elevando o piso para R$ 1.650
Auxílio-alimentação: pagamento mensal de R$ 150

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