O Vasco não tomou conhecimento de um Nilton Santos com mais de 40 mil pessoas, empatou com o Botafogo por 1 a 1 e, diante da igualdade no placar agregado do duelo das quartas da Copa do Brasil, venceu nos pênaltis (5 a 3) e frustrou o sonho de título inédito do rival no torneio.
Nuno Moreira iniciou a contagem para os visitantes, mas Alex Telles empatou e levou a disputa aos pênaltis. Nas cobranças, melhor para a equipe de Fernando Diniz, que teve Léo Jardim defendendo um chute e batedores calibrados para carimbar a vaga na próxima fase.
O Vasco terá outro clássico pela frente na Copa do Brasil: desta vez, o rival é o Fluminense, e os embates só ocorrem entre os dias 10 e 14 de dezembro. A CBF ainda vai detalhar as datas e os horários das partidas — Corinthians e Cruzeiro estão do outro lado da chave.
Ritmo forte. Desgaste também
Descansadas após a Data Fifa, as equipes não abdicaram de jogar desde o apito inicial — e provaram a máxima sobre disputar "cada palmo do campo". As investidas em velocidade ditaram o tom do 1º tempo, mas os gols saíram, curiosamente, a partir da bola parada: Nuno Moreira, em rebote de cobrança de falta de Coutinho, e Alex Telles, de pênalti, balançaram as redes.
A vontade excessiva cobrou a conta ao longo da partida. No Vasco, Tchê Tchê sentiu a coxa ainda no 1º tempo e foi substituído por Mateus Carvalho, que também precisou sair ao longo da partida. Coutinho, motor da equipe de Fernando Diniz, também não resistiu aos 90 minutos. Já o Botafogo perdeu Artur, que saiu do banco de reservas e alegou dores pouco tempo depois.
Com um gol para cada lado e exaustão dos atletas, a disputa ficou para os pênaltis — e a noite acabou feliz para o lado vascaíno, mais eficiente em relação ao rival: Vegetti, Rayan, Puma Rodríguez, Matheus França e Robert Renan converteram suas batidas.
Gols e destaques
Botafogo bota fogo. O jogo começou com os donos da casa, empurrados por um Nilton Santos cheio, se lançando ao ataque. Jeffinho, pelo chão, e Barboza, pelo alto, foram os primeiros a causar perigo, mas não conseguiram superar Léo Jardim. O Vasco, por outro lado, perdeu Tchê Tchê por lesão muscular na casa dos 12 minutos — Mateus Carvalho foi acionado.
Coutinho aparece, Neto ajuda... e Nuno Moreira marca. O time de Fernando Diniz, já depois de neutralizar o ímpeto inicial do adversário, foi premiado: Coutinho sofreu falta de Barboza ainda na intermediária, chamou a responsabilidade e caprichou na batida. Neto, na tentativa de defender, acabou espalmando para o meio da área, e Nuno Moreira foi rápido para escorar de cabeça e cravar o 1 a 0.
Botafogo empata de pênalti. Jeffinho, pelo lado botafoguense, e Rayan, pelo lado vascaíno, incendiaram o confronto com boas jogadas em velocidade. Quem disparou e gerou o empate, no entanto, foi Joaquín Correa. Ele recebeu passe de Santí Rodríguez e, com um toque na bola, arrancou na direção de Léo Jardim e foi derrubado pelo goleiro. Resultado? Pênalti incontestável e gol de Alex Telles: 1 a 1.
Árbitro nos holofotes. O final do 1º tempo ficou marcado por irritação geral com a arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima. O juiz, sem muita pressa para dar sequência em lances de bola parada, foi alvo de reclamação por parte das duas equipes — e de boa parte dos torcedores do Botafogo.
Selecionáveis em campo. Davide Ancelotti voltou do intervalo com o mesmo time, mas demorou apenas 11 minutos para colocar dois selecionáveis no gramado do Nilton Santos: Savarino e Vitinho, que estavam à disposição de Venezuela e Brasil na última Data Fifa, entraram nos lugares de Joaquín Correa e Ponte — o segundo da lista, aliás, se revoltou com a saída e deu socos no banco de reserva.
Coutinho fora. Motorzinho do Vasco desde o apito inicial, o meia ficou perto de deixar sua equipe em vantagem em duas lindas jogadas, mas deixou o gramado na metade do 2º tempo. Com a saída do camisa 10, o Botafogo passou a tomar conta do duelo e engatou uma blitz à meta de Léo Jardim.
Final elétrico e pontaria vascaína calibrada. O clássico carioca não perdeu emoção até o fim: Matheus Martins obrigou Léo Jardim a trabalhar após receber lançamento pela esquerda, enquanto Vegetti respondeu se antecipando aos zagueiros botafoguenses, mas também foi frustrado pelo goleiro rival. A disputa, então, foi para as penalidades máximas, e enquanto Alex Telles parou em Léo Jardim, o Vasco não desperdiçou uma cobrança sequer, vencendo e murchando o Nilton Santos.
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 1 (3)x(5) 1 VASCO
Data e horário: 11 de setembro de 2025, às 21h30 (de Brasília)
Competição: volta das quartas de final da Copa do Brasil
Local: Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Alex Ang Ribeiro
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro
Público: 40.649
Cartões amarelos: Fernando Diniz (VAS)
Cartões vermelhos: nenhum
Gols: Nuno Moreira (VAS), aos 20 min do 1º tempo; Alex Telles (BOT), aos 42 min do 1º tempo
BOTAFOGO: Neto; Mateo Ponte (Vitinho), Kaio Pantaleão, Alexander Barboza e Alex Telles; Newton, Marlon Freitas e Santi Rodríguez (Matheus Martins); Jeffinho (Artur) (Chris Ramos), Joaquín Correa (Savarino) e Arthur Cabral. Técnico: Davide Ancelotti
VASCO: Léo Jardim; Paulo Henrique, Hugo Moura, Lucas Freitas e Piton (Pumita Rodríguez); Barros, Tchê Tchê (Mateus Carvalho) (Robert Renan) e Philippe Coutinho (Matheus França); Nuno Moreira (David), Rayan e Vegetti. Técnico: Fernando Diniz
Classificação e jogos
Fonte: Uol

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