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Ela voltou: Momo influencia suicídio de crianças e assusta mães capixabas

Imagem de artista plástico é usada para ameaçar crianças em vídeos na internet

Um novo desafio da boneca Momo, a escultura de um artista plástico japonês, está assustando pais e mães. Segundo os relatos, dessa vez ela estaria aparecendo em vídeos do youtube, em meio a propagandas, influenciado crianças a machucarem a si mesmas e a outras pessoas.

A confeiteira Karine Kenya, 28, é mãe do Bryan de apenas cinco anos, e está preocupada com a segurança do filho. O menino reconheceu a imagem quando ela foi alertá-lo sobre o assunto. “Mostrei a imagem da Momo ao Bryan e ele disse imediatamente que se tratava de uma moça muito ruim, e isso me preocupou”.

Segundo Kenya, outras mães relatam mais casos assustadores. “O filho da minha amiga contou com detalhes que no vídeo a Momo manda as crianças se cortarem o mais fundo que conseguirem e que faz isso como um desafio. Ela dá detalhes de onde ficam coisas cortantes, diz para as crianças machucarem os irmãos e faz uma ameaça de que se não cumprirem o desafio, ela apareceria pela noite para assombrá-los. Eu fiquei o dia todo sem conseguir dormir, o tempo todo com isso na cabeça. Imagina meu filho? Ele estava tendo pesadelos, mas, infelizmente, não damos importância para os pequenos detalhes. Nunca ia imaginar uma coisa dessas”, relatou a mãe.

A mãe disse que bloqueou o aplicativo do Youtube e faz um alerta aos pais. “Eu desativei o Youtube do tablet do meu filho e aconselho aos pais a fazerem o mesmo. Conversei com ele, explicando que aquilo não era real. Sou evangélica e disse que o papai do céu está nos guardando e que ela não poderia nos machucar”.

Vários casos estão sendo relatados por pais em grupos e aplicativos de mensagens, para alertar sobre os perigos desses vídeos. A dona de casa Ingrid de Araújo Brandão, mãe da Emily, de 8 anos, afirma que que está alerta e já tomou as providências.

“Eu, particularmente, não vi nada ainda, mas já mostrei a minha filha e ela ficou com medo. Disse que não quer mais ver vídeos no Youtube. Bloqueei o aplicativo e agora ela só terá acesso à Netflix. Infelizmente não temos controle sobre o tudo o que as crianças assistem. Alguns dizem que ficam de olho, mas é impossível vigiar 24h por dia”.

Psicóloga 

A psicóloga infanto-juvenil, Danielle Caus Corrêa, orienta os pais a não disseminar esses vídeos e muito menos mostra-los às crianças. “Esse desafio é algo parecido com o caso da Baleia Azul, que desafiava adolescentes ao suicídio. Mas dessa vez é ainda mais preocupante por serem direcionados a crianças”.

De acordo com a psicóloga, a criança não consegue ainda diferenciar a fantasia da realidade. Portanto, pode ser facilmente influenciada. “O desenvolvimento cognitivo da criança não é o mesmo de um adulto, que consegue diferenciar cenas de violência, por exemplo, e compreender se aquilo é real ou não. A criança ainda não compreende e pode acreditar no que está sendo passado no vídeo”.

A psicóloga alerta que dialogar, acompanhar e colocar limites à utilização da internet pelas crianças é essencial. “É importante que haja o diálogo dos pais com a criança, para esclarecer que aquilo não é real, mas que pode ter consequências ruins. É importante pedir para que as crianças não conversem com estranhos na internet e que contem aos pais quando algo que assistirem as faça sentirem medo”, explicou.

Segundo a psicóloga, é importante que os pais deixem as crianças à vontade para conversar e fazerem perguntas sobre o assunto. Mas caso a conversa não solucione o problema, um profissional pode ser procurado para orientar os pais a usarem outras estratégias. “Como sabemos, os pais influenciam melhor na vida dos filhos e podem passar mais tranquilidade às crianças”.


Fonte: ES Hoje

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